domingo, 1 de maio de 2011

DIA DA MÃE - EM MEMÓRIA...


Uma criança que estava prestes a nascer perguntou a Deus:- Dizem-me que vou ser enviado à terra amanhã... Como vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?
E Deus disse:
- Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para ti. Ele estará à espera e tomará conta de ti.
Criança: - Mas diga-me: Aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?
Deus: - O teu anjo cantará e sorrirá para ti... a cada dia, a cada instante, tu sentirás o seu amor e serás feliz.
Criança: - Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?
Deus: - Com muita paciência e carinho, o teu anjo ensinar-te-á a falar.
Criança: - E o que farei quando eu quiser falar contigo?
Deus: - O teu anjo juntará as suas mãos e ensinar-te-á a rezar. Criança: - Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá? Deus: - O teu anjo te defenderá mesmo que o faça arriscando a sua própria vida.
Criança: - Mas eu estarei sempre triste porque não Te verei mais. Deus: - O teu anjo sempre te falará sobre Mim, te ensinará a maneira de vir a Mim, e eu estarei sempre dentro de ti.
Nesse momento havia muita paz no céu, mas as vozes da terra já podiam ser ouvidas. A criança, apressada, pediu suavemente:
- Oh! Deus estou quase a ir embora, mas diz-me agora, por favor, o nome do meu anjo.
E Deus respondeu:
-Tu chamarás o teu anjo… MÃE!
Autor desconhecido



PARECENÇAS...

A PROPÓSITO DA SITUAÇÃO QUE SE VIVE ACTUALMENTE EM PORTUGAL, ENCONTREI ESTA “PÉROLA” QUE ACHEI POR BEM GUARDAR SEM TRADUZIR PARA NÃO DESVIRTUAR, EVENTUALMENTE, O SEU SENTIDO.


Colbert et Mazarin sous LOUIS XIV

C'est en effet assez troublant...
Certaines "recettes" semblent conserver leurs efficacités à travers les
siècles...

Colbert: Pour trouver de l'argent il arrive un moment où tripoter ne suffit plus. J'aimerais que Monsieur le Surintendant m'explique comment on s'y prend pour dépenser encore quand on est déjà endetté jusqu'au cou ?
Mazarin: Quand on est un simple mortel, bien sûr, et qu'on est couvert de dettes, on va en prison. Mais l'Etat lui, c'est différent. On ne peut pas jeter l'Etat en prison. Alors, il continue, il creuse la dette! Tous les Etats font ça.
Colbert: Ah oui? Vous croyez? Cependant, il nous faut de l'argent. Et comment en trouver quand on a déjà créé tous les impôts imaginables?
Mazarin: On en crée d'autres.
Colbert: Nous ne pouvons pas taxer les pauvres plus qu'ils ne le sont déjà.
Mazarin: Oui, c'est impossible.
Colbert: Alors, les riches?
Mazarin: Les riches, non plus. Ils ne dépenseraient plus. Un riche qui dépense fait vivre des centaines de pauvres.
Colbert: Alors, comment fait-on ?
Mazarin: Colbert, tu raisonnes comme un fromage (comme un pot de chambre sous le derrière d'un malade !) il y a quantité de gens qui sont entre les deux, ni pauvres, ni riches. Des Français qui travaillent, rêvant d'être riches et redoutant d'être pauvres ! C'est ceux-là que nous devons taxer, encore plus, toujours plus ! Ceux-là ! Plus tu leur prends, plus ils travaillent pour compenser c'est un réservoir inépuisable.
(Extrait du Diable Rouge – pièce de théâtre écrite par Antoine Rault)
Pour une fois qu'un message qui circule sur internet est relativement Intelligent il est intéressant de le faire suivre à un maximum d'amis (D'opinions diverses) juste pour enrichir leur culture (si besoin en était). Il faut juste transférer de 4 siècles mais effectivement rien n'a changé dans ce monde...











quinta-feira, 21 de abril de 2011

O QUE A VIDA ME ENSINOU


A vida ensinou-me a dizer adeus às pessoas que amo, sem as tirar do meu coração. A vida ensinou-me a sorrir às pessoas que não gostam de mim, para lhes mostrar que sou diferente do que elas pensam.
A vida ensinou-me a fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade.
A vida ensinou-me a aprender com os meus erros. A vida ensinou-me a sorrir até quando, por vezes, as lágrimas me toldam o olhar. A vida ensinou-me a ser forte quando os que amo estão com problemas. A vida ensinou-me a ser carinhoso com todos os que precisam do meu carinho. A vida ensinou-me a ouvir todos os que só precisam de desabafar. A vida ensinou-me a amar os que me magoam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafectos.
A vida ensinou-me a perdoar sem reservas. A vida ensinou-me a amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor. A vida ensinou-me a pedir perdão, a sonhar acordado, a acordar para a realidade.
A vida ensinou-me que na FAMILIA só a paciência, a tolerância, o respeito mútuo, o saber perdoar, poderão fazer com que os seus elos se mantenham sempre em bom estado de conservação.
Ser feliz não é ter muito dinheiro. Ser feliz é estar rodeado de gente que também se sente feliz quando está connosco.

quinta-feira, 31 de março de 2011

OS FILHOS DA CUNHA

Os filhos da cunha são, geralmente, mal preparados, mandriões, e vaidosos. E mesmo quando protegidos por um “canudo” à guisa de bóia de salvação, nem assim conseguem flutuar e disfarçar a sua incompetência. Os filhos da cunha têm acesso aos tachos mercê da influência de um amigo, de um compadre, de um condiscípulo ou até mesmo da amásia de um primo do presidente ou do director-geral. Raramente entram por dinheiro, mas a sua entrada fica registada e mais tarde pode ser-lhes pedida uma contrapartida que varia conforme o sexo. Os filhos da cunha vivem bem, não têm preocupações, dormem a sono solto, não têm necessidade de contar as moedas pretas e, no fim do mês, recebem um salário que não merecem, mas que lhes é devido pelo seu estatuto de funcionários do “Instituto da Cunha”. Têm gabinete próprio, uma extensão telefónica, uma mesa a abarrotar de papéis que uma filha da cunha lhes traz diariamente. Mas que não consultam… Ali ficam até que os interessados os reclamem. Quando não, catrapus, lixo com eles!... Os filhos da cunha têm um estatuto próprio e o seu protector ou protectora asseguram-lhes uma impunidade absoluta. Geralmente não entram em conflitos, não trabalham, mas também não têm opinião. Os filhos da cunha são subservientes e bajuladores na presença do protector, mas críticos e mal-agradecidos na sua ausência. Os filhos da cunha são, regra geral, adeptos de um clube de futebol da primeira divisão, mas em ambiente desconhecido nunca denunciam, por questões que lhes foram impostas, a sua verdadeira cor clubística – é de bom-tom agradar a gregos e troianos e nunca provocar discussões que conduzam a indagações sobre a maneira como entraram para a Instituição. Os filhos da cunha, no capítulo da política, usam o método camaleónico: mudam de cor conforme mudam as ideologias – dizem com todos, quer seja com os que estão no Governo, quer com os que lhes fazem oposição. E é por isso que, geralmente, sobrevivem a todas as mudanças de regime embrulhados nas suas capas furta-cores. Os filhos da cunha não são, no entanto, todos iguais. Uns são mais espertos do que outros. Enquanto uns se acomodam e se contentam com o lugar e vencimento que têm, outros tentam voar mais alto e chegam a atingir grandes altitudes…. Os filhos da cunha são cada vez mais e encontram-se por todo o lado, mas em maior número nas grandes empresas, nas autarquias, nos hospitais, nas direcções-gerais e até mesmo nos ministérios. É uma “praga” difícil de exterminar, porque muitos deles, entretanto, vão procriando e, assim, os filhos da cunha nunca acabam…

quinta-feira, 3 de março de 2011

« NOITE DOS ABRAÇOS» NA ACERT




y)

Por iniciativa da Associação Cultural e Recreativa de Tondela – ACERT – teve lugar na noite do passado dia 24 de Fevereiro, no espaço Bar Novo Ciclo daquela Associação, um encontro de amigos que se traduziu num Hino à Vida de que foi alvo o nosso Companheiro Felisberto de Figueiredo Marques.
Com a chancela do conhecido e talentoso actor José Rui Martins essa singela festa que pelo seu formato teve tanto de inédito como de simbólico, transformou-se a breve trecho numa espécie de reunião familiar e não foi por acaso que o promotor lhe deu o nome de “Noite dos Abraços”.
Sem conhecimento prévio de quem estaria presente no acontecimento, foi com estupefacção que o Felisberto, ao entrar, se viu perante uma plateia de Amigos entre os quais se misturavam cidadãos anónimos, familiares mais próximos, gradas personalidades civis e religiosas da cidade e ilustres figuras do Distrito, como foi o caso do Bispo da Diocese D. Ilídio Leandro que veio também abraçar o Amigo.
Estiveram também presentes membros do Rotary Clube de Tondela, do Rotary Clube de Viseu entre os quais o próximo Governador do Distrito Rotário 1970, Companheiro António Madeira, e o Presidente do Rotary Clube de Mangualde.
O significado da festa foi dado no início por José Rui Martins que explicou tratar-se apenas de recriar um ambiente familiar, uma sala de estar, onde o anfitrião receberia o abraço dos amigos vindos para lhe manifestarem a sua amizade. E assim foi…
Muitos vieram, e muitos foram os testemunhos de apreço, consideração e estima por um Homem que todos conhecem.
Homem de fé inabalável, íntegro, de trato fácil e afável, distribuidor de amizades e optimismo, solidário e sempre pronto a ajudar, exemplo vivo dos valores da Família, eis o retrato fiel do destinatário de todos os abraços trocados nessa noite inesquecível.
Em ambiente tão acolhedor, tão familiar, tão cheio de recordações e de espontaneidade não admira que em certos momentos a emoção, tivesse falado mais alto e fizesse com que alguma lágrima atrevida tivesse vindo também partilhar na festa!
Noite inesquecível como acima se disse, e que demonstrou mais uma vez que os nós sagrados da verdadeira amizade se fazem mais facilmente sob um humilde teto do refúgio de um pastor que no sumptuoso palácio de um qualquer rei.
Mais uma vez, os membros do Rotary Clube de Tondela num abraço conjunto, manifestam ao Companheiro Felisberto e sua Esposa, Companheira Isolinda, a sua amizade e gratidão por tudo o que nos têm dado, cumprindo exemplarmente o lema rotário pelo qual nos regemos: - “Dar de Si Antes de Pensar em Si.”
Para a ACERT, na pessoa do José Rui Martins, vão os nossos sinceros agradecimentos pela inesquecível “Noite de Abraços”, esse Hino à Vida, que proporcionou momentos de verdadeira amizade, ternura e até emoção em todos os que nela tomaram parte.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

TUDO MUDOU AVÔ!...


Numa fotografia de família já muito antiga que encima uma das estantes do meu escritório, pontifica meu avô materno – um homem corpulento, nariz aquilino, fartas barbas compridas e grisalhas e sorriso nos lábios. Ele foi, a certa altura da minha meninice, o meu ídolo – o homem que sabia tudo!
Contador incansável de histórias, era sobretudo ao Brasil, onde tinha estado emigrado uns anos, que ia buscar todos os "ingredientes" necessários para engendrar uma história que quase sempre terminava numa narração fantasiosa e anedótica.
Homem curtido pela vida, amante da ruralidade, de trato afável, humilde e brincalhão, era por isso muito conhecido e estimado na aldeia.
Porém, muito apegado à tradição e aos costumes dos seus antepassados, era avesso a tudo que cheirasse a modernidade. Um dia quando cortávamos peras para secar, meu avô fez um pequeno golpe num dedo, e o sangue não tardou a jorrar. Calmamente, tirou o seu lenço vermelho do bolso, – o tabaqueiro, como se chamava – limpou com ele a ferida e não deixando que fossemos buscar o desinfectante da época – a tintura de iodo logo aplicou no golpe o seu hemostático preferido – a cinza do seu cigarro e uma mortalha do mesmo a servir de adesivo!
Era alérgico a pílulas, a pós, ou a líquidos vindos do boticário. A Natureza, – dizia ele – era a sua farmácia. Mais eficaz e mais barata...
Se meu avô Ezequiel pudesse hoje vir ver a sua aldeia e verificar toda esta evolução e progresso, ficaria de boca aberta diante de tudo o que se tem inventado. Mas creio que seria ainda maior a sua surpresa diante de nós mesmos... «Por que razão, – pensaria ele – dispondo de todos os instrumentos, os mais incríveis e aperfeiçoados para a conquista do bem-estar e da felicidade, toda esta gente se mostra tão desesperadamente vazia de confiança na vida e neles próprios?!...
«Que aconteceu ao homem que desbravou terras, desviou rios, amanhou penhascos, tudo com os seus próprios braços, sem a ajuda de quaisquer máquinas? Que é feito daquela alegria, daquela confiança de antanho, com que ele experimentava a força do seu braço contra os poderes da adversidade?...»
É verdade avô! Setenta e três anos é muito tempo!... Tudo mudou. Os tempos e os homens...
A coragem dos nossos antepassados tinha a sua origem numa aceitação serena do êxito e do fracasso, das atribulações e das venturas, como se elas constituíssem a ordem natural das coisas à qual o homem se devesse conformar, contando apenas com Deus e com a sua própria firmeza interior – a Fé. O que realmente lhes importava não eram os números nem a própria fortuna, mas sim a maneira como suportavam essa prova e mostravam a fibra de que eram feitos.
Seremos capazes de recuperar essa jovialidade, essa aceitação cordial do preço da fortuna que dava aos nossos antepassados a coragem não só de suportar a adversidade, mas de suportá-la com brio e galhardia?
Tenho muitas dúvidas.