segunda-feira, 12 de setembro de 2011



Ricardo, Susana, Ana, André e Mariana, a mais pequenina

O QUE É A FESTA DO TANQUE ?...


Para aqueles que não sabem e também para que fique registado para a posteridade, a “Festa do Tanque” teve origem numa brincadeira de meus netos que em finais de 2009 a pretexto de se reunirem todos, decidiram fazê-lo à volta do velho tanque, construído em 1949 e que tem servido de piscina, onde muitos jovens da aldeia têm aprendido a nadar.
A ideia foi germinando e em 2010 realizou-se o primeiro encontro, faltando apenas um dos elementos, o Ricardo (Richie Campbell), ausente em Espanha onde actuava num concerto. Éramos dez e representávamos três gerações – avós, pais e netos!
O relato fotográfico, ainda que pouco elucidativo, encontra-se no meu blog “Rabiscos”.
Este ano o tanque vestiu nova roupagem, enfiou uma fatiota azul celeste, e eis que, em fotografia, para os menos prevenidos, ele passa por uma verdadeira piscina!
As festas foram marcadas para os dias 10 e 11, mas mais uma vez não conseguimos reunir toda a família e desta vez faltaram dois dos seus membros – o André e o Ricardo. O primeiro porque chegado de terras de sua Majestade Britânica onde o Sol rareia, aproveitou as férias para como qualquer lagarto que se preza, bronzear o físico. O segundo, novamente, por uma arreliadora coincidência de datas, tinha concerto marcado para esse fim-de-semana nos arredores da capital.
Mas, mesmo assim, a festa fez-se…muito embora o céu se apresentasse com algumas nuvens e S. Pedro chegasse mesmo a ameaçar com uns chuviscos. Mas não levou a melhor, porque a rapaziada, mergulhou, brincou na água e encenou até uma batalha à antiga, usando abóboras como projécteis! Muita alegria e boa disposição…
Entretanto, cá fora, no grelhador do terraço, o carvão atingia o rubro e chegou o momento de colocar o entrecosto, o frango e as salsichas nas respectivas grelhas. Numa mesa ao lado imperavam os aperitivos para entreter e o barril de cerveja para molhar a goela. Na cozinha a azáfama não era menor e a Chefe esgrimia as sertãs e as panelas com verdadeira mestria.
O toque do clarim ecoou cerca das 14 horas e eis que começa o ataque…à mesa.
A fotografia diz tudo. Só de olhar para ela se dá razão e se conclui da veracidade dos estudos do senhor Pavlov!
Já o sol começava a esconder-se por detrás do castanheiro quando terminou a contenda. Embora a luta não tenha sido tão renhida como a do ano passado por não haver tantos “inimigos” a aprisionar, uma espécie de cansaço apoderou-se de todos e depois de limpo o campo de batalha, continuaram os festejos, lá fora, jogando cartas…
No domingo, e embora o S. Pedro continuasse zangado houve ainda valentes que mergulharam embora com menos assiduidade do que na véspera. Também o “assalto” teve lugar mais cedo, pois a segunda e terceira geração tinham que regressar a suas casas para, no dia seguinte, recomeçarem a luta pela vida.
RESUMO: Dois dias maravilhosos passados em família com muita alegria, muito humor, brejeirices à mistura, mas que, sobretudo para os “velhotes”, aqueceu a alma e reforçou ainda mais a vontade de viver com as provas de ternura e carinho que receberam de pais e netos…







FESTA DO TANQUE - CONTINUAÇÃO





















FESTA DO TANQUE II





















A FESTA DO TANQUE





















segunda-feira, 22 de agosto de 2011

SAVOIR VIEILLIR - SABER ENVELHECER


Vieillir, se l'avouer à soi-même et le dire
Tout haut, non pas pour voir protester les amis
Mais pour y conformer ses goûts et s'interdire
Ce que la veille encore on se croyait permis.

Avec sincérité, dès que l'aube se lève
Se bien persuader qu'on est plus vieux d'un jour
À chaque cheveu blanc se séparer d'un rêve
Et lui dire tout bas un adieu sans retour.

Aux appétits grossiers, imposer d'âpres jeûnes
Et nourrir son esprit d'un solide savoir;
Devenir bon, devenir doux, aimer les jeunes
Comme on aima les fleurs, comme on aima l'espoir.

Se résigner à vivre un peu sur le rivage,
Tandis qu'ils vogueront sur les flots hasardeux,
Craindre d'être importun sans devenir sauvage
Se laisser ignorer tout en restant près d'eux.

Vaquer sans bruit aux soins que tout départ réclame,
Prier et faire un peu de bien autour de soi,
Sans négliger son corps, parer surtout son âme,
Chauffant l'un aux tisons, l'autre à l'antique foi.

Puis un jour s'en aller, sans trop causer d'alarmes,
Discrètement mourir, un peu comme on s'endort,
Pour que les tout-petits ne versent pas de larmes
Et qu'ils ne sachent pas ce que c'est que la mort.

(François FABIÉ (1846-1928) Ronces et lierres)