terça-feira, 10 de abril de 2012

RENCONTRE AVEC LE PRINTEMPS

Ce matin
Au détour du chemin
Je rencontrai le Printemps
Vêtu comme un marquis, il avait mis
Des fleurs à son chapeau
Des fleurs à son manteau
Et même sur son dos.

Les unes blanches semées de rouge
D'autres mauves
Et d'autres rouges et d'autres bleues
Quelle joie c'était pour mes yeux !
Et je lui dis "Tu es merveilleux"
Et il me regardait
Et il riait, et il riait !
Et ses yeux étaient comme deux fleurs de lumière
Parmi toutes ces fleurs printanières.

Et il s'en fut par le chemin.
En chantant quelque chansonnette.
En sautant un peu sur un pied
Et puis un peu sur l'autre pied,
Comme font les enfants joyeux
Quand ils s'entraînent à quelque jeu.
Et je le vis disparaître au loin,
Avec des fleurs sur son manteau
Avec ses fleurs sur son chapeau.

Et il a ainsi parcouru le monde
Pimpant, joyeux et tout fleuri
Et le monde entier lui a souri.

Henriette Ammeux-Roubinet

sábado, 31 de março de 2012

CHEGOU A PRIMAVERA








A primavera chegou ao meu quintal. As andorinhas já esvoaçam à volta do meu tanque-piscina e, em voos rasantes, molham o bico e levam gotas de água que ajudam na construção dos seus ninhos.
Já se ouve o cuco, há pardais por todos os lados e os melros soltam estridentes gargalhadas procurando o local onde edificar a sua “casinha”.
Uma camada de pó amarelado cobre a água do tanque – é aquilo a que chamam pó dos pinheiros que é na realidade uma mistura do seu pólen e de uma substância tóxica produzida por uma lagarta ou processionária, de seu nome técnico. Este pó entranha-se em tudo e tem um efeito nocivo nos humanos, causando-lhes irritações na pele, nos olhos e no aparelho respiratório.
Mas voltando à paisagem do meu jardim, as glicínias espreguiçam-se em cachos pelas latadas, as frutíferas mostram já as suas flores, há várias espécies de plantas a engalanar o jardim, só a buganvília, mais preguiçosa, apenas mostra as folhas verdes que começam a despontar.
O habitual zumbido das abelhas e outros insectos em busca do pólen, é também uma das características desta bonita estação do ano.
É este renascer da Natureza, esta explosão de cores - que se repete todos os anos - mas que em cada um deles me mostra novas coisas e me invade de ternas e indescritíveis sensações.

quinta-feira, 1 de março de 2012

DEVAGAR, DEVAGARINHO....

Sempre a sorrir, em eterna labuta
Com o tempo!...

Sempre a correr, sem parar,
Sempre em frente,
Indiferente,
Aos anos, que a correr, vão passando!...
Sempre a correr, em constante labuta,
Em eterna luta,
Eu vou correndo! …

E, já quase a parar, cansado,
De tanto correr, de tanto lutar,
Curvado
Pelo peso dos anos,
E dos desenganos,
Vejo o fim chegar!...

Mas mesmo assim, no fim do caminho,
Sem uma saída p’ra escapar
Vou caminhando, devagarinho…

E em pensamento,
E sempre a compasso
Vou estreitando o passo…
E sem parar,
Tentar,
Sem um lamento,
Chegar ao fim,
Mas devagar!...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

PEQUENO RESUMO HISTÓRICO DO TOURIGO

A povoação do Tourigo fica situada no sopé da Serra do Caramulo, a 9 quilómetros da Vila de Campo de Besteiros e a treze da cidade de Mortágua.
Pertence ao concelho de Tondela e com a povoação das Pousadas, forma a Freguesia do Tourigo.
Tourigo tem raízes históricas muito remotas, embora a documentação que existe não seja anterior ao século XII.
Alguma toponímia e vestígios rupestres atestam tal facto.
Nas inquirições de 1258, no reinado de D. Afonso III, a povoação aparece com a denominação de Tuerigo” e com uma população de 13 habitantes.
No reinado de D. Dinis, Tourigo pertencia à Freguesia de São Salvador de Castelões e integrava o “Julguado de Besteyros”.
Em 1439 o Mosteiro de Maceira Dão possuía no Tourigo propriedades abundantes no Vale do Eiró (hoje denominado Vale do Ouro, ou Vale do Eiró) onde ainda há vestígios da exploração de ouro, como o prova O Livro do Tombo do século XV.
A povoação do Tourigo reúne em si, a beleza e a rusticidade própria da vida agrícola.
Da sua História faz parte o Rego do Esporão que em tempos irrigava todas os terrenos agrícolas que possuíam água para as culturas segundo as suas áreas. Hoje continua a fazê-lo, se bem que em menores proporções.
São várias as lendas acerca da origem do nome de Tourigo. Numa delas, conta-se que em tempos idos se chamava a esta terra Póvoa dos Panascais.
Porém, aquando da vinda da água do Esporão, os poucos habitantes desta terra, resolveram para comemorar a grande alegria que esta água lhes trazia, (ia regar os seus campos e mover os moinhos que ao todo eram seis) juntaram-se todos num local chamado Eirigo, local onde a água era desviada do rio e encaminhada para o Rego do Esporão, e fizeram grande festa, matando um Touro
Assim o acontecimento foi comemorado com a morte dum Touro no Eirigo….
Daí o nome posterior de Tourigo (?) …
No entanto muitos se inclinam para que o nome de Tourigo esteja associado ao nome histórico Teodorico, relacionado com a passagem de povos germânicos por estas terras.
Hoje o Tourigo forma, conjuntamente com a povoação das Pousadas a Freguesia de Tourigo com cerca de 700 habitantes.

FOTOS DO TOURIGO