Este espaço, agora criado, vai funcionar como uma espécie de sótão onde se vão amontoando coisas velhas, usadas e outras que se guardam por questões sentimentais. É assim uma espécie de "santuário" onde me refugio de vez em quando, onde recordo o passado, onde vivo o presente e onde tento esquecer o "amanhã" ou essa inexorável lei da vida...
domingo, 10 de junho de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
DA MINHA JANELA...
Domingo de Maio, céu pardacento,
farrapos de nuvens espalhadas pela Serra do Caramulo, cerejas que começam a
avermelhar, gotas de água que reluzem na relva, passarada que gorjeia por entre
a folhagem verde e acetinada das árvores já quase todas vestidas… é assim o
cenário que estou a ver da minha janela.
A aldeia dorme ainda. Os sinos
tocaram há pouco anunciando a missa e aqui e além o fumo de algumas chaminés,
sobe em espirais, anunciando o começo do dia dos mais madrugadores.
E aqui estou, embevecido, a
contemplar todos estes mistérios da Natureza…
Nós somos o lugar que habitamos,
as pessoas que amamos, os sonhos que temos, as decepções por que passámos, as
dificuldades que superámos, as lições que aprendemos e a família que temos!...
E somos também a infância que
tivemos, a Fé que nunca perdemos os bons momentos por que passámos…e também a
vida que reinventamos a cada momento!
domingo, 20 de maio de 2012
REFLEXÃO NUM DOMINGO CHUVOSO DE MAIO
Nós
nunca somos como desejaríamos ser. No fundo, somos um pedaço de tudo o que já
passámos, um conjunto de pequenas e grandes coisas que se foram acumulando – um
amontoado de erros, de vitórias, de tristezas, de alegrias e de insatisfações!
Somos
a decisão que tomámos há muitos anos, a escolha que fizemos entre o fazer e o
não fazer. Entre ir e ficar. Entre o medo e o arriscar, entre o viver ou o
sonhar. Somos, afinal, um “produto”elaborado a partir de todas essas contradições!...
Somos
uma manta de retalhos de várias cores, cosidos com fios de diversos calibres.
Somos
os livros que lemos, os lugares por onde passámos, as pessoas com quem nos
cruzamos, as orações que fizemos, as cartas que escrevemos, os sonhos que tivemos,
as decepções por que passámos, e as dificuldades que tivemos e aquelas que
vencemos.
Somos
as coisas que descobrimos, as lições que aprendemos, os amigos que fizemos.
Somos
as cores de que gostamos, os perfumes que usamos, as músicas que ouvimos, os beijos
que demos, os que não demos, aquilo que deixámos e aquilo que escolhemos ser.
Sorrimos,
chorámos, mentimos, prometemos, perdoámos, odiámos, tudo isso fizemos.
Mas
o que somos, afinal?!...
Somos
a infância que tivemos e todo esse conjunto de “coisas” que ao longo da vida
nos foram moldando, para melhor ou para pior, consoante a fé com que as
encarámos.
sábado, 12 de maio de 2012
LE TEMPS
On avait le temps,
De prendre son temps,
Le temps de grandir,
Le temps de marcher,
Le temps de sourire,
Le temps de prier,
Et de réfléchir.
Le temps de conter
Tant de souvenirs.
Le temps de chanter,
Le temps de vieillir,
Le temps de s'aimer,
Le temps de mourir.
L'homme, à présent,
Tout le temps
Court après le temps
Il n'a plus le temps
De perdre son temps,
Et pourtant
Il arrive à temps…
Où la mort l'attend
Anonyme
domingo, 29 de abril de 2012
OS MEUS NETOS
Meus netos sempre sorrindo
São meu alegre evangelho:
Musgo verde revestindo
De esperança um muro velho!...
sábado, 28 de abril de 2012
A D A N ÇA
SENHORAS E SENHORES,
Eu vos saúdo!
Vão Vossências ouvir antes de tudo
O que venho anunciar neste momento.
É possível que em vosso pensamento
Surja a ideia horrível dum monólogo.
Mas não! Eu sou o prólogo!...
Vão ouvir música, só música,
Ritmos variados, diferentes,
Endiabrados,
Dolentes…
Ides esquecer por momentos
Tristezas, aborrecimentos
Tudo o que vida tem de mau:
O custo da vida elevado,
O calor exagerado
E o preço do bacalhau!
Várias danças ides ouvir:
Valsas, boleros, cha-cha-cha,
Os tangos sentimentais,
Rumbas, foxes, twistes
E a dança dos canibais.
Danças modernas
Com contorções
Que fatigam as pernas
E os corações…
Um, dois, três
Pé esquerdo à frente
Meia volta p’rá direita
Bate as palmas uma vez
Tudo dança minha gente!
Dança o rico, dança o pobre
E tudo anda contente.
Esta vida é uma dança
Que gira sempre e não se cansa
Ora altiva, ora indiferente.
Dançam velhos, dançam novos
P’ra dançar não há idade
A velhice,
Não existe
O que conta é a mocidade.
Vou-vos deixar
A orquestra vai tocar
Executando música a primor
A dança é vida, a vida é dança
Maestro!... Faça favor!...
O ESPIGUEIRO
A fotografia mostra um
espigueiro, uma construção muito característica dos meios rurais, mas que,
infelizmente, está em vias de extinção.
O espigueiro, na nossa região era
construído em granito e madeira e, geralmente coberto com telha. Quatro, seis
ou oito pilares em granito sustentavam a construção que, normalmente, tinha
duas portas, uma em cada extremidade. O corpo era feito com uma espécie de
aduelas e uma frincha entre elas deixava entrar o ar e o sol que faziam secar
as espigas. Constituía uma espécie de celeiro onde o lavrador guardava as
espigas depois de serem colhidas nos milheirais.
Ali ficavam, secavam e eram retiradas
conforme as necessidades do seu proprietário. Logo ao lado estava a eira, um espaço
construído com lousas onde as espigas eram descamisadas quando chegavam das
propriedades e que serviam depois quando secas no espigueiro, para a malha ou
extracção do grão da maçaroca.
Houve um tempo em que o milho era
a base da alimentação dos habitantes dos meios rurais. Porém, como tudo o que
diz respeito à agricultura, também o espigueiro está em vias de extinção. Os
que ainda resistiram ao “progresso” aí estão como uma espécie de monumento sem
história para os mais novos, mas repleto de lembranças para os mais velhos que
aí guardavam o pão para todo o ano. Pão granjeado com muitas canseiras, muito
suor, sempre sujeito às inclemências do tempo que por vezes num instante
destruía o trabalho de um anos. Mas o lavrador nunca desistia, trabalhava
sempre na esperança de ter boas colheitas. Era um tempo em que não havia
subsídios e por isso o pão tinha outro sabor…
domingo, 15 de abril de 2012
VERDADES SEM MÉTRICA
Frustração, Desencanto, Desilusão….
Tanto desejo
Insatisfeito,
Tanta mágoa,
Que se esconde
No nosso peito!...
Risos e sorrisos
Lágrimas disfarçadas
Dores estranguladas
Ao nascer!...
Alegria,
Hipocrisia,
Falso pudor…
Como nas farsas
As falsas chalaças
Dum mau actor!...
E um dia quando a máscara cair
Muito enrugada de tanto fingir,
Desce o pano, apagam-se as luzes!
Escuridão nos caminhos!...
Rir ou chorar
Pouco importa.
Fechou-se a porta
Estamos sozinhos!...
Tanto desejo
Insatisfeito,
Tanta mágoa,
Que se esconde
No nosso peito!...
Risos e sorrisos
Lágrimas disfarçadas
Dores estranguladas
Ao nascer!...
Alegria,
Hipocrisia,
Falso pudor…
Como nas farsas
As falsas chalaças
Dum mau actor!...
E um dia quando a máscara cair
Muito enrugada de tanto fingir,
Desce o pano, apagam-se as luzes!
Escuridão nos caminhos!...
Rir ou chorar
Pouco importa.
Fechou-se a porta
Estamos sozinhos!...
terça-feira, 10 de abril de 2012
RENCONTRE AVEC LE PRINTEMPS
Ce matin
Au détour du chemin
Je rencontrai le Printemps
Vêtu comme un marquis, il avait mis
Des fleurs à son chapeau
Des fleurs à son manteau
Et même sur son dos.
Les unes blanches semées de rouge
D'autres mauves
Et d'autres rouges et d'autres bleues
Quelle joie c'était pour mes yeux !
Et je lui dis "Tu es merveilleux"
Et il me regardait
Et il riait, et il riait !
Et ses yeux étaient comme deux fleurs de lumière
Parmi toutes ces fleurs printanières.
Et il s'en fut par le chemin.
En chantant quelque chansonnette.
En sautant un peu sur un pied
Et puis un peu sur l'autre pied,
Comme font les enfants joyeux
Quand ils s'entraînent à quelque jeu.
Et je le vis disparaître au loin,
Avec des fleurs sur son manteau
Avec ses fleurs sur son chapeau.
Et il a ainsi parcouru le monde
Pimpant, joyeux et tout fleuri
Et le monde entier lui a souri.
Henriette Ammeux-Roubinet
Au détour du chemin
Je rencontrai le Printemps
Vêtu comme un marquis, il avait mis
Des fleurs à son chapeau
Des fleurs à son manteau
Et même sur son dos.
Les unes blanches semées de rouge
D'autres mauves
Et d'autres rouges et d'autres bleues
Quelle joie c'était pour mes yeux !
Et je lui dis "Tu es merveilleux"
Et il me regardait
Et il riait, et il riait !
Et ses yeux étaient comme deux fleurs de lumière
Parmi toutes ces fleurs printanières.
Et il s'en fut par le chemin.
En chantant quelque chansonnette.
En sautant un peu sur un pied
Et puis un peu sur l'autre pied,
Comme font les enfants joyeux
Quand ils s'entraînent à quelque jeu.
Et je le vis disparaître au loin,
Avec des fleurs sur son manteau
Avec ses fleurs sur son chapeau.
Et il a ainsi parcouru le monde
Pimpant, joyeux et tout fleuri
Et le monde entier lui a souri.
Henriette Ammeux-Roubinet
sábado, 31 de março de 2012
CHEGOU A PRIMAVERA

A primavera chegou ao meu quintal. As andorinhas já esvoaçam à volta do meu tanque-piscina e, em voos rasantes, molham o bico e levam gotas de água que ajudam na construção dos seus ninhos.
Já se ouve o cuco, há pardais por todos os lados e os melros soltam estridentes gargalhadas procurando o local onde edificar a sua “casinha”.
Uma camada de pó amarelado cobre a água do tanque – é aquilo a que chamam pó dos pinheiros que é na realidade uma mistura do seu pólen e de uma substância tóxica produzida por uma lagarta ou processionária, de seu nome técnico. Este pó entranha-se em tudo e tem um efeito nocivo nos humanos, causando-lhes irritações na pele, nos olhos e no aparelho respiratório.
Mas voltando à paisagem do meu jardim, as glicínias espreguiçam-se em cachos pelas latadas, as frutíferas mostram já as suas flores, há várias espécies de plantas a engalanar o jardim, só a buganvília, mais preguiçosa, apenas mostra as folhas verdes que começam a despontar.
O habitual zumbido das abelhas e outros insectos em busca do pólen, é também uma das características desta bonita estação do ano.
É este renascer da Natureza, esta explosão de cores - que se repete todos os anos - mas que em cada um deles me mostra novas coisas e me invade de ternas e indescritíveis sensações.
quinta-feira, 1 de março de 2012
DEVAGAR, DEVAGARINHO....
Sempre a sorrir, em eterna labuta
Com o tempo!...
Sempre a correr, sem parar,
Sempre em frente,
Indiferente,
Aos anos, que a correr, vão passando!...
Sempre a correr, em constante labuta,
Em eterna luta,
Eu vou correndo! …
E, já quase a parar, cansado,
De tanto correr, de tanto lutar,
Curvado
Pelo peso dos anos,
E dos desenganos,
Vejo o fim chegar!...
Mas mesmo assim, no fim do caminho,
Sem uma saída p’ra escapar
Vou caminhando, devagarinho…
E em pensamento,
E sempre a compasso
Vou estreitando o passo…
E sem parar,
Tentar,
Sem um lamento,
Chegar ao fim,
Mas devagar!...
Com o tempo!...
Sempre a correr, sem parar,
Sempre em frente,
Indiferente,
Aos anos, que a correr, vão passando!...
Sempre a correr, em constante labuta,
Em eterna luta,
Eu vou correndo! …
E, já quase a parar, cansado,
De tanto correr, de tanto lutar,
Curvado
Pelo peso dos anos,
E dos desenganos,
Vejo o fim chegar!...
Mas mesmo assim, no fim do caminho,
Sem uma saída p’ra escapar
Vou caminhando, devagarinho…
E em pensamento,
E sempre a compasso
Vou estreitando o passo…
E sem parar,
Tentar,
Sem um lamento,
Chegar ao fim,
Mas devagar!...
sábado, 25 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
PEQUENO RESUMO HISTÓRICO DO TOURIGO
A povoação do Tourigo fica situada no sopé da Serra do Caramulo, a 9 quilómetros da Vila de Campo de Besteiros e a treze da cidade de Mortágua.Pertence ao concelho de Tondela e com a povoação das Pousadas, forma a Freguesia do Tourigo.
Tourigo tem raízes históricas muito remotas, embora a documentação que existe não seja anterior ao século XII.
Alguma toponímia e vestígios rupestres atestam tal facto.
Nas inquirições de 1258, no reinado de D. Afonso III, a povoação aparece com a denominação de Tuerigo” e com uma população de 13 habitantes.
No reinado de D. Dinis, Tourigo pertencia à Freguesia de São Salvador de Castelões e integrava o “Julguado de Besteyros”.
Em 1439 o Mosteiro de Maceira Dão possuía no Tourigo propriedades abundantes no Vale do Eiró (hoje denominado Vale do Ouro, ou Vale do Eiró) onde ainda há vestígios da exploração de ouro, como o prova O Livro do Tombo do século XV.
A povoação do Tourigo reúne em si, a beleza e a rusticidade própria da vida agrícola.
Da sua História faz parte o Rego do Esporão que em tempos irrigava todas os terrenos agrícolas que possuíam água para as culturas segundo as suas áreas. Hoje continua a fazê-lo, se bem que em menores proporções.
São várias as lendas acerca da origem do nome de Tourigo. Numa delas, conta-se que em tempos idos se chamava a esta terra Póvoa dos Panascais.
Porém, aquando da vinda da água do Esporão, os poucos habitantes desta terra, resolveram para comemorar a grande alegria que esta água lhes trazia, (ia regar os seus campos e mover os moinhos que ao todo eram seis) juntaram-se todos num local chamado Eirigo, local onde a água era desviada do rio e encaminhada para o Rego do Esporão, e fizeram grande festa, matando um Touro
Assim o acontecimento foi comemorado com a morte dum Touro no Eirigo….
Daí o nome posterior de Tourigo (?) …
No entanto muitos se inclinam para que o nome de Tourigo esteja associado ao nome histórico Teodorico, relacionado com a passagem de povos germânicos por estas terras.
Hoje o Tourigo forma, conjuntamente com a povoação das Pousadas a Freguesia de Tourigo com cerca de 700 habitantes.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
NATAL DE 2011

Segundo a tradição a tribo reúne-se aqui em casa ano sim, ano não. Este ano, dos 11 elementos que a constituem, apenas 7 estiveram presentes. Portanto, sete pratos na mesa – quatro para os membros de Lisboa, um para o do Porto e dois para os veneráveis e respeitados anfitriões.
A ausência dos outros quatro membros ficou a dever-se a questões de trabalho e não a qualquer outro motivo. A sua falta foi justificada e nos momentos mais marcantes quer da noite quer do dia, embora ausentes fisicamente eles estiveram sempre presentes nos nossos corações.
Muito frio, mas com a ajuda da maquineta a gasóleo e da lareira sempre a crepitar, o termómetro manteve-se nos 20º, o que se pode considerar uma temperatura aceitável. Isto para não falar do deus Baco que também deu uma ajudinha sobretudo naqueles momentos deliciosos em que, à volta de uma mesa bem recheada, ele nos presenteou com aquele néctar que nos inunda o palato, empurra os manjares goela abaixo e aumenta a temperatura do corpo!...
À medida que os anos passam, que as rugas se aprofundam, que os movimentos se tornam mais penosos, estas reuniões da Família são um revigorante inexplicável. Quando for velho muito me hei-de lembrar destes momentos!...
Mas chega de palavreado e dou agora a palavra ao trabalho dos fotógrafos que vos vão mostrar o resto…
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
POSTAL DE NATAL

Queridos Tios:
Ainda que se percam outras coisas ao longo dos anos, o Natal é para manter como algo brilhante… A época em que somos mais tolerantes, em que nos entregamos mais, em que regressamos aos natais de infância e em que parece renascer a fé nos homens. Reencontra-se o sabor do tempo, o prazer do sorriso, a emoção da generosidade e a força do equilíbrio mais quente. E o que quer que tenha sido acrescentado à história do Natal, o nascimento de Jesus é um facto histórico, tal como o seu papel de profeta de dimensão global. Por isso, cada gesto cobra uma força especial, porque marcado por um “tapete”de pedras, areias, palhinhas e arbustos, centrado em Belém.
Há quem atribua a esta festa natalícia uma grande percentagem de razões para “começar ou continuar a pensar”. De facto, exige-se uma consciência perfumada de si próprio, permitindo construir uma linguagem onde o Eu e o Outro se igualam no valor e no respeito.
Junto à lareira, escutando a dança das chamas, faço questão de me centrar nalgumas memórias: o pião que teima em cair, a boneca de caracóis esvoaçantes, a bicicleta a pneudalar, a bola multicolor, os tachinhos pequeninos, os rebuçados de um só sabor (para a tosse, de preferência)... - um contacto apijamado com o chão de casa dos meus avós, peça real das mil e uma fantasias de criança. Espero continuar a não resistir a um mergulho na neve macia e revigorante (se possível, sobre uma prancha de surf, para entusiasmo dos meus netos!). E se, às vezes, pedimos uma noite sem horas, estamos no momento certo para falar de Natal, da Sua noite e tentar descobrir o que Ele não nos diz… Isto, sim, um perfeito acto de sedução!
Assim sendo, convido-vos a vibrar na mesma sintonia e a desfazer o grande laçarote vermelho, procurando, no meio deste recreio do Mundo, o sentido do infinito e da liberdade, embrulhado na estesia de um realejo a tocar…
Um Santo Natal, extensivo a toda a Família, um confiante 2012 e mil abraços
Teresinha e Luís Artur
Natal 2011
Ainda que se percam outras coisas ao longo dos anos, o Natal é para manter como algo brilhante… A época em que somos mais tolerantes, em que nos entregamos mais, em que regressamos aos natais de infância e em que parece renascer a fé nos homens. Reencontra-se o sabor do tempo, o prazer do sorriso, a emoção da generosidade e a força do equilíbrio mais quente. E o que quer que tenha sido acrescentado à história do Natal, o nascimento de Jesus é um facto histórico, tal como o seu papel de profeta de dimensão global. Por isso, cada gesto cobra uma força especial, porque marcado por um “tapete”de pedras, areias, palhinhas e arbustos, centrado em Belém.
Há quem atribua a esta festa natalícia uma grande percentagem de razões para “começar ou continuar a pensar”. De facto, exige-se uma consciência perfumada de si próprio, permitindo construir uma linguagem onde o Eu e o Outro se igualam no valor e no respeito.
Junto à lareira, escutando a dança das chamas, faço questão de me centrar nalgumas memórias: o pião que teima em cair, a boneca de caracóis esvoaçantes, a bicicleta a pneudalar, a bola multicolor, os tachinhos pequeninos, os rebuçados de um só sabor (para a tosse, de preferência)... - um contacto apijamado com o chão de casa dos meus avós, peça real das mil e uma fantasias de criança. Espero continuar a não resistir a um mergulho na neve macia e revigorante (se possível, sobre uma prancha de surf, para entusiasmo dos meus netos!). E se, às vezes, pedimos uma noite sem horas, estamos no momento certo para falar de Natal, da Sua noite e tentar descobrir o que Ele não nos diz… Isto, sim, um perfeito acto de sedução!
Assim sendo, convido-vos a vibrar na mesma sintonia e a desfazer o grande laçarote vermelho, procurando, no meio deste recreio do Mundo, o sentido do infinito e da liberdade, embrulhado na estesia de um realejo a tocar…
Um Santo Natal, extensivo a toda a Família, um confiante 2012 e mil abraços
Teresinha e Luís Artur
Natal 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
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