domingo, 5 de agosto de 2012

REFLEXÃO DE DOMINGO


É assim a vida. Tudo passa. As coisas boas e as ruins. A vida é uma espécie de motor que não pára. Mas que gira sem pressa, muito embora, de vez em quando, nos dê a impressão que ele acelera de mais ou que quase pára, mas que mesmo assim e nessas mudanças de ritmo nos faz sofrer ou ser felizes!
A vida moderna fez com que quase todos nós – não de maneira radical, nem totalmente – sejamos obrigados a reconstruir os nossos valores primordiais baseados noutro modelo diferente dos velhos valores do passado.
É que a geografia da ética e do moral, mudou de lugar e, em alguns aspectos, podemos até dizer que desapareceu. Tudo mudou. E mudou de tal maneira, que até a solidão se tornou artificial – basta um clique nas teclas de um computador para encontra o, ou a pretendente, que embora não se conheça pessoalmente, se pode escolher para o resto da vida!
A entrada na glória da nova modernidade requer sacrifícios bem mais possessivos dos que conhecemos no passado. E logo desde pequeno. São tantos os “chamamentos” que a criança passa logo da infância à puberdade e torna-se homem sem nunca ter sido rapaz…
A nós, os de idade mais avançada, resta-nos a hipótese de mergulharmos nas profundezas de nós mesmos, de acordar valores adormecidos, de os reformular e de os adaptar a esta era moderna. Só assim poderemos viver e perdurar no presente como gente do passado.
Um passado que o presente jamais consentirá a sua recriação. Há sol, há mar, há rios, mas cada vez há mais falta de luz, de água. Cada vez somos menos gente e mais animais... 


quarta-feira, 11 de julho de 2012

FESTA DO TAMQUE 2012




Revivendo a “FESTA DO TANQUE” 2012

 Como já escrevemos em anos transactos e seguindo costumes pagãos, revivendo a mitologia e também em homenagem às Divindades do Mar e das Águas – as Sereias – realizou-se nos dias 6, 7 e 8 de Julho de 2012 a chamada “Festa do Tanque” que reuniu gentes do Norte e Sul do País. O local escolhido foi uma mansão beirã onde existe um reservatório de 30.000 litros de água construído em granito que remonta aos primórdios do século IXX. O local é aprazível, e o reservatório, elevado à categoria de piscina, está rodeado de vinhedos e de glicínias que o bordejam e lhe conferem uma beleza rústica de fazer inveja às pérgulas dos solares antigos descritos nas páginas dos livros dos nosso grande escritor Júlio Dinis! E foi nesse cenário maravilhoso, em convívio familiar e alegre que se desenrolaram os festejos, interrompidos de quando em vez por umas degustações pantagruélicas e libações a condizer. O momento alto da festa teve lugar no dia 07 , sábado, em que apesar da inclemência do tempo, devido a uma greve da equipa de S. Pedro que resolveu não fechar as torneiras do céu, os participantes cumpriram rigorosamente a primeira parte do ritual procedendo aos habituais grelhados, ao mesmo tempo que iam degustando vários aperitivos e petiscos acompanhados por libações de diversas e variadas bebidas com predominância para as minis “bejecas”! Cerca das 14 horas teve início a segunda parte já com os participantes bem instalados à volta da mesa e saboreando um suculento, variado e requintado almoço. Antes da refeição foi lembrado com um brinde um dos membros ausente, o André, que labuta em terras de Sua Majestade Britânica e não pode estar presente. A festa continuou à noite com vários divertimentos, nomeadamente, jogos de cartas e outros. Era já domingo quando todos se dirigiram aos seus “aposentos” onde os esperava Morfeu. No Domingo, a “Moamba”, preparada pela Chefe Mor, e outros acepipes chegaram à mesa cerca das 14 horas e todos lhes prestaram as devidas honras pantagruélicas. Da família, faltou apenas o artista, mas também esteve presente, porque assistimos, via Internet, à sua magnífica actuação em palco, na vizinha Espanha. Um Fim-de-semana que ficará gravado…no coração. Um sincero e sentido obrigado a todos que nos proporcionaram tão agradáveis e carinhosos momentos. A reportagem fotográfica encontra-se espalhada um pouco por todos os participantes, que com certeza, reviverão de vez em quando esses momentos de confraternização e carinho. Numa pequenina prece a Deus, ousamos pedir-lhe que nos dê saúde para que, para o ano, possamos de novo reeditar tão ternos e felizes momentos.

domingo, 27 de maio de 2012

DA MINHA JANELA...



Domingo de Maio, céu pardacento, farrapos de nuvens espalhadas pela Serra do Caramulo, cerejas que começam a avermelhar, gotas de água que reluzem na relva, passarada que gorjeia por entre a folhagem verde e acetinada das árvores já quase todas vestidas… é assim o cenário que estou a ver da minha janela.
A aldeia dorme ainda. Os sinos tocaram há pouco anunciando a missa e aqui e além o fumo de algumas chaminés, sobe em espirais, anunciando o começo do dia dos mais madrugadores. 
E aqui estou, embevecido, a contemplar todos estes mistérios da Natureza…
Nós somos o lugar que habitamos, as pessoas que amamos, os sonhos que temos, as decepções por que passámos, as dificuldades que superámos, as lições que aprendemos e a família que temos!...
E somos também a infância que tivemos, a Fé que nunca perdemos os bons momentos por que passámos…e também a vida que reinventamos a cada momento!


domingo, 20 de maio de 2012

REFLEXÃO NUM DOMINGO CHUVOSO DE MAIO



Nós nunca somos como desejaríamos ser. No fundo, somos um pedaço de tudo o que já passámos, um conjunto de pequenas e grandes coisas que se foram acumulando – um amontoado de erros, de vitórias, de tristezas, de alegrias e de insatisfações!
Somos a decisão que tomámos há muitos anos, a escolha que fizemos entre o fazer e o não fazer. Entre ir e ficar. Entre o medo e o arriscar, entre o viver ou o sonhar. Somos, afinal, um “produto”elaborado a partir de todas essas contradições!...
Somos uma manta de retalhos de várias cores, cosidos com fios de diversos calibres.
Somos os livros que lemos, os lugares por onde passámos, as pessoas com quem nos cruzamos, as orações que fizemos, as cartas que escrevemos, os sonhos que tivemos, as decepções por que passámos, e as dificuldades que tivemos e aquelas que vencemos.
Somos as coisas que descobrimos, as lições que aprendemos, os amigos que fizemos.
Somos as cores de que gostamos, os perfumes que usamos, as músicas que ouvimos, os beijos que demos, os que não demos, aquilo que deixámos e aquilo que escolhemos ser.
Sorrimos, chorámos, mentimos, prometemos, perdoámos, odiámos, tudo isso fizemos.
Mas o que somos, afinal?!...
Somos a infância que tivemos e todo esse conjunto de “coisas” que ao longo da vida nos foram moldando, para melhor ou para pior, consoante a fé com que as encarámos.







sábado, 12 de maio de 2012

LE TEMPS



Dans le temps, 
On avait le temps, 
De prendre son temps, 
Le temps de grandir, 
Le temps de marcher, 
Le temps de sourire, 
Le temps de prier, 
Et de réfléchir. 
Le temps de conter 
Tant de souvenirs. 
Le temps de chanter, 
Le temps de vieillir, 
Le temps de s'aimer, 
Le temps de mourir. 
L'homme, à présent, 
Tout le temps 
Court après le temps 
Il n'a plus le temps 
De perdre son temps, 
Et pourtant 
Il arrive à temps… 
Où la mort l'attend
Anonyme

domingo, 29 de abril de 2012

OS MEUS NETOS


 Meus netos sempre sorrindo
São meu alegre evangelho:
Musgo verde revestindo
De esperança um muro velho!...