MEUS PAIS E MINHA NETA MAIS NOVA
Este espaço, agora criado, vai funcionar como uma espécie de sótão onde se vão amontoando coisas velhas, usadas e outras que se guardam por questões sentimentais. É assim uma espécie de "santuário" onde me refugio de vez em quando, onde recordo o passado, onde vivo o presente e onde tento esquecer o "amanhã" ou essa inexorável lei da vida...
domingo, 3 de março de 2013
domingo, 27 de janeiro de 2013
OS MEUS CINCO NETOS
Nestes tempos de evolução constante e de mudanças inesperadas é sempre difícil reunir a família, sobretudo os elementos mais novos, aqueles que têm os seus empregos e que por via disso não podem, de antemão, fazer previsões!
É o meu caso. Com netos no Norte e no Sul e um em Inglaterra, mais complicado se torna juntar toda a tribo.
No entanto, conseguimos conciliar as coisas para que a reunião se realizasse com todos no dia 16 de Dezembro de 2012...Porém, como o homem põe e Deus dispõe, ainda não foi desta. Com tudo preparado, eis que sou chamado para fazer a cirurgia esperada já há algum tempo!
E faltei à chamada!... Mas a reunião realizou-se, pois tudo estava preparado.
Toda este intróito para publicar a fotografia dos meus cinco netos registada nesse dia, portanto, a mais recente.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
FOGÃO A LENHA E VELAS DE CERA
Depois de uma noite de chuva intensa e de ventos fortíssimos na noite de sexta, 18, para sábado, 19, derrubando árvores e causando imensos prejuízos, cerca das 12 h 30 de sábado, uma falha no abastecimento de energia eléctrica deixou tudo às escuras.
Espreitando pela janela, as rajadas de vento faziam vergar as árvores, fustigava-as e as laranjas atapetavam o chão. O cedro no quintal de baixo não resistiu e tombou sobre o muro…
Entretanto, cá em casa, a rotina alterou-se: com a falta de energia eléctrica, não havia, telefone, televisão, rádio, Internet, aquecimento e até os telemóveis deixaram de funcionar!
De repente, lembrei-me dos meus tempos passados sob os trópicos e da maneira como vivia sem ter necessidade das tecnologias de agora e como me precavia em alimentos e em tudo, pois só de mês a mês o barco no-los trazia!
A necessidade aguça o engenho e as lições que aprendemos ao longo da vida fazem com que, mesmo em situações de catástrofe, não percamos o norte.
E refugiámo-nos na cozinha, onde impera o velho fogão a lenha! E pronto, estava resolvido o problema. Acendemos umas velas e ali ficámos quentinhos à espera da electricidade que só viria no dia seguinte, às 17 horas.
Foram 29 horas de escuridão… mas “sobrevivemos” sem televisão, sem telefone, sem Internet, isto é, sem as novas tecnologias. Com o fogão a lenha tivemos aquecimento, água quente, onde preparar as refeições e, ao mesmo tempo, tirámos de tudo isso grandes lições.
Uma delas foi a prova de que por mais inovações que apareçam, se pode viver recorrendo a práticas ancestrais, a objectos e utensílios tradicionais, como aconteceu neste caso.
Uma outra lição e não menos importante é a de que devemos estar preparados para uma emergência como esta. E quem terá em casa velas ou lanternas, meios tradicionais de aquecimento, comida enlatada para evitar de abrir frigoríficos ou arcas, água potável e outros bens essenciais para uma sobrevivência de alguns dias? Tenho estado a referi-me à falta de energia eléctrica, mas não devemos excluir quaisquer outras situações idênticas, como catástrofes naturais ou outros acontecimentos imprevisíveis.
A Protecção Civil, quanto a mim, deveria levar a cabo acções pedagógicas nesse sentido alertando os cidadãos para a necessidade de estarem prevenidos e acautelados para fazer face a tais situações.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
domingo, 2 de setembro de 2012
VISITA DOMINICAL AO MEU SÓTÃO
Não sei se convosco se passa o
mesmo, mas eu tenho dias em que sinto necessidade de mudar a rotina, e nesta
manhã de Domingo, 2 de Setembro de 2012, fui visitar o meu sótão e por entre
coisas antigas encontrei objectos diversos que usei há muitos, muitos anos.
Duas máquinas de filmar em 8mm –
uma Revere e uma Brownie de 1050 – um aparelho de cortar, um de colar a
película, um de rebobinar, um projector de filmes e um projector de slides, e ainda
uma caixa repleta de filmes e diversos diapositivos…
Mas toda esta “panóplia” de
velharias tem a sua história que vos vou contar:
Imaginem um casal de jovens, ela
de 20 e ele com 24anos, sós, nos confins de uma país africano num dos mais
recônditos locais sob a linha do Equador, calor tropical e sem quaisquer
contactos com o Mundo a não ser de quinze em quinze dias um barco vindo da
capital que lhes trazia alguns mantimentos e correio. Ali passava os dias
rodeado por plantações de borracha, café, fábricas de transformação e várias feitorias
com lojas de comércio espalhadas por uma imensa área da floresta equatorial. E
apareceu o primeiro filho. Depois o segundo. E havia que registar os seus
primeiros passos. Primeiro foi uma máquina fotográfica do tempo e um
“laboratório rudimentar” vindo da Bélgica, que constava de papel próprio, e dos
líquidos para revelar a película tudo acompanhado de um folheto com as
instruções. Ainda tenho fotos que revelei nos princípios da década
1950-1960!...
Depois foi uma Polaroid e em
seguida as máquinas de filmar de que acima falei e que hoje se chamam câmaras
de filmar!
As bobines dos filmes em 8 mm . eram enviadas para a
Bélgica ou para a África do Sul para revelar. A revelação era grátis, pois ela
já estava incluída no preço do custo das ditas. Quando vinham, eram colocá-las
na máquina de projecção e ver os meninos. Seguia-se a colagem dos filmes com os
respectivos cortes com a ajuda do aparelho próprio e eis grandes bobines para
ver e depois recordar. É o que faço hoje ao olhar toda estes “objectos”….
terça-feira, 7 de agosto de 2012
T E I M O S I A
Sempre a correr, em constante labuta,
Em eterna disputa,
Com o tempo…
Sempre a correr, sempre em frente,
Indiferente,
Aos anos que vamos transpondo!
Sempre a correr em constante labuta,
Em eterna luta,
Nós vamos correndo…
E ao fim do caminho chegados,
Cansados,
De tanto correr,
De tanto lutar
E mirrados
Pelo peso dos anos,
Dos desenganos,
Que nos fizeram curvar…
Mesmo então,
De olhos pisados
E o peito a arfar,
Lágrimas nos olhos a espreitar…
Mesmo assim, no fim do caminho
Sem saída p’ra escapar
Caem lágrimas de mansinho
Por não ser possível recomeçar!...
domingo, 5 de agosto de 2012
REFLEXÃO DE DOMINGO
É assim a vida. Tudo passa. As
coisas boas e as ruins. A vida é uma espécie de motor que não pára. Mas que
gira sem pressa, muito embora, de vez em quando, nos dê a impressão que ele
acelera de mais ou que quase pára, mas que mesmo assim e nessas mudanças de
ritmo nos faz sofrer ou ser felizes!
A vida moderna fez com que quase
todos nós – não de maneira radical, nem totalmente – sejamos obrigados a
reconstruir os nossos valores primordiais baseados noutro modelo diferente dos
velhos valores do passado.
É que a geografia da ética e do
moral, mudou de lugar e, em alguns aspectos, podemos até dizer que desapareceu.
Tudo mudou. E mudou de tal maneira, que até a solidão se tornou artificial –
basta um clique nas teclas de um computador para encontra o, ou a pretendente,
que embora não se conheça pessoalmente, se pode escolher para o resto da vida!
A entrada na glória da nova
modernidade requer sacrifícios bem mais possessivos dos que conhecemos no
passado. E logo desde pequeno. São tantos os “chamamentos” que a criança passa
logo da infância à puberdade e torna-se homem sem nunca ter sido rapaz…
A nós, os de idade mais avançada,
resta-nos a hipótese de mergulharmos nas profundezas de nós mesmos, de acordar
valores adormecidos, de os reformular e de os adaptar a esta era moderna. Só
assim poderemos viver e perdurar no presente como gente do passado.
Um passado que o presente jamais
consentirá a sua recriação. Há sol, há mar, há rios, mas cada vez há mais falta
de luz, de água. Cada vez somos menos gente e mais animais...
Subscrever:
Mensagens (Atom)








