sábado, 23 de março de 2013

A G R A D E C I M E N T O


Fez no dia 10 de Março de 2013, três meses que aos meus 206 ossos do esqueleto se juntou um “objecto estranho” que já foi adoptado, e faz parte integrante desta velha ossatura com 86 anos de existência.
Assinalo o dia à guisa de agradecimento a Alguém que sempre me tem acompanhado nos momentos mais difíceis desta caminhada e a toda a minha tribo a começar pela matriarca e todos os seus membros pela sua dedicação, carinho e amor com que sempre me têm tratado e que, por isso fizeram com que eu esteja de novo aqui no meu cantinho, contente e feliz!



terça-feira, 5 de março de 2013

VELHO?...


 Não sei porquê, mas a palavra VELHO está a perder, quanto a mim, o seu verdadeiro significado. Na maior parte das vezes (será por compaixão?) é substituída por IDOSO.
Será assim a palavra VELHO tão "ofensiva" e preconceituosa que seja preciso, em nome de uma "caridade" farisaica, pintá-la de uma "côr" que não é a sua?
As letras que a compõem só por si são duma beleza ímpar:
V de vida, (que nem sempre foi a que gostávamos...)
E de experiência, (que teimam em não a aproveitar...)
L de loucura, (que todos temos um pouco...)
H de horizonte, (com que todos sonhamos...)
O de olhar, (de tanta coisa ver, de olhar a rir, a chorar...)
Não importam as palavras. Importa, isso sim, o amor, o carinho, o respeito... Porque afinal fomos nós, OS VELHOS, a origem do vosso ser. Alguém discorda?

domingo, 27 de janeiro de 2013

OS MEUS CINCO NETOS


Nestes tempos de evolução constante e de mudanças inesperadas é sempre difícil reunir a família, sobretudo os elementos mais novos, aqueles que têm os seus empregos e que por via disso não podem, de antemão, fazer previsões!
É o meu caso. Com netos no Norte e no Sul e um em Inglaterra, mais complicado se torna juntar toda a tribo.
No entanto, conseguimos conciliar as coisas para que a reunião se realizasse com todos no dia 16 de Dezembro de 2012...Porém, como o homem põe e Deus dispõe, ainda não foi desta. Com tudo preparado, eis que sou chamado para fazer a cirurgia esperada já há algum tempo!
E faltei à chamada!... Mas a reunião realizou-se, pois tudo estava preparado.
Toda este intróito para publicar a fotografia dos meus cinco netos registada nesse dia, portanto, a mais recente.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

FOGÃO A LENHA E VELAS DE CERA


Depois de uma noite de chuva intensa e de ventos fortíssimos na noite de sexta, 18, para sábado, 19, derrubando árvores e causando imensos prejuízos, cerca das 12 h 30 de sábado, uma falha no abastecimento de energia eléctrica deixou tudo às escuras.
Espreitando pela janela, as rajadas de vento faziam vergar as árvores, fustigava-as e as laranjas atapetavam o chão. O cedro no quintal de baixo não resistiu e tombou sobre o muro…
Entretanto, cá em casa, a rotina alterou-se: com a falta de energia eléctrica, não havia, telefone, televisão, rádio, Internet, aquecimento e até os telemóveis deixaram de funcionar!
De repente, lembrei-me dos meus tempos passados sob os trópicos e da maneira como vivia sem ter necessidade das tecnologias de agora e como me precavia em alimentos e em tudo, pois só de mês a mês o barco no-los trazia!
A necessidade aguça o engenho e as lições que aprendemos ao longo da vida fazem com que, mesmo em situações de catástrofe, não percamos o norte.
E refugiámo-nos na cozinha, onde impera o velho fogão a lenha!  E pronto, estava resolvido o problema. Acendemos umas velas e ali ficámos quentinhos à espera da electricidade que só viria no dia seguinte, às 17 horas.
Foram 29 horas de escuridão… mas “sobrevivemos” sem televisão, sem telefone, sem Internet, isto é, sem as novas tecnologias. Com o fogão a lenha tivemos aquecimento, água quente, onde preparar as refeições e, ao mesmo tempo, tirámos de tudo isso grandes lições.
Uma delas foi a prova de que por mais inovações que apareçam, se pode viver recorrendo a práticas ancestrais, a objectos e utensílios tradicionais, como aconteceu neste caso.  
Uma outra lição e não menos importante é a de que devemos estar preparados para uma emergência como esta. E quem terá em casa velas ou lanternas, meios tradicionais de aquecimento, comida enlatada para evitar de abrir frigoríficos ou arcas, água potável e outros bens essenciais para uma sobrevivência de alguns dias?  Tenho estado a referi-me à falta de energia eléctrica, mas não devemos excluir quaisquer outras situações idênticas, como catástrofes naturais ou outros acontecimentos imprevisíveis.
A Protecção Civil, quanto a mim, deveria levar a cabo acções pedagógicas nesse sentido alertando os cidadãos para a necessidade de estarem prevenidos e acautelados para fazer face a tais situações.  





domingo, 2 de setembro de 2012

VISITA DOMINICAL AO MEU SÓTÃO








Não sei se convosco se passa o mesmo, mas eu tenho dias em que sinto necessidade de mudar a rotina, e nesta manhã de Domingo, 2 de Setembro de 2012, fui visitar o meu sótão e por entre coisas antigas encontrei objectos diversos que usei há muitos, muitos anos.
Duas máquinas de filmar em 8mm – uma Revere e uma Brownie de 1050 – um aparelho de cortar, um de colar a película, um de rebobinar, um projector de filmes e um projector de slides, e ainda uma caixa repleta de filmes e diversos diapositivos…
Mas toda esta “panóplia” de velharias tem a sua história que vos vou contar:
Imaginem um casal de jovens, ela de 20 e ele com 24anos, sós, nos confins de uma país africano num dos mais recônditos locais sob a linha do Equador, calor tropical e sem quaisquer contactos com o Mundo a não ser de quinze em quinze dias um barco vindo da capital que lhes trazia alguns mantimentos e correio. Ali passava os dias rodeado por plantações de borracha, café, fábricas de transformação e várias feitorias com lojas de comércio espalhadas por uma imensa área da floresta equatorial. E apareceu o primeiro filho. Depois o segundo. E havia que registar os seus primeiros passos. Primeiro foi uma máquina fotográfica do tempo e um “laboratório rudimentar” vindo da Bélgica, que constava de papel próprio, e dos líquidos para revelar a película tudo acompanhado de um folheto com as instruções. Ainda tenho fotos que revelei nos princípios da década 1950-1960!...
Depois foi uma Polaroid e em seguida as máquinas de filmar de que acima falei e que hoje se chamam câmaras de filmar! 
As bobines dos filmes em 8 mm. eram enviadas para a Bélgica ou para a África do Sul para revelar. A revelação era grátis, pois ela já estava incluída no preço do custo das ditas. Quando vinham, eram colocá-las na máquina de projecção e ver os meninos. Seguia-se a colagem dos filmes com os respectivos cortes com a ajuda do aparelho próprio e eis grandes bobines para ver e depois recordar. É o que faço hoje ao olhar toda estes “objectos”….