Este espaço, agora criado, vai funcionar como uma espécie de sótão onde se vão amontoando coisas velhas, usadas e outras que se guardam por questões sentimentais. É assim uma espécie de "santuário" onde me refugio de vez em quando, onde recordo o passado, onde vivo o presente e onde tento esquecer o "amanhã" ou essa inexorável lei da vida...
terça-feira, 2 de abril de 2013
sábado, 23 de março de 2013
A G R A D E C I M E N T O
Fez no dia 10 de Março
de 2013, três meses que aos meus 206 ossos do esqueleto se juntou um “objecto
estranho” que já foi adoptado, e faz parte integrante desta velha ossatura com
86 anos de existência.
Assinalo o dia à guisa
de agradecimento a Alguém que sempre me tem acompanhado nos momentos mais
difíceis desta caminhada e a toda a minha tribo a começar pela matriarca e
todos os seus membros pela sua dedicação, carinho e amor com que sempre me têm
tratado e que, por isso fizeram com que eu esteja de novo aqui no meu cantinho,
contente e feliz!
terça-feira, 5 de março de 2013
VELHO?...
Não
sei porquê, mas a palavra VELHO está a perder, quanto a mim, o seu verdadeiro
significado. Na maior parte das vezes (será por compaixão?) é substituída por
IDOSO.
Será
assim a palavra VELHO tão "ofensiva" e preconceituosa que seja
preciso, em nome de uma "caridade" farisaica, pintá-la de uma
"côr" que não é a sua?
As
letras que a compõem só por si são duma beleza ímpar:
V de vida, (que
nem sempre foi a que gostávamos...)
E de
experiência, (que teimam em não a aproveitar...)
L de loucura,
(que todos temos um pouco...)
H de horizonte,
(com que todos sonhamos...)
O de olhar, (de
tanta coisa ver, de olhar a rir, a chorar...)
Não
importam as palavras. Importa, isso sim, o amor, o carinho, o respeito... Porque
afinal fomos nós, OS VELHOS, a origem do vosso ser. Alguém discorda?
domingo, 3 de março de 2013
domingo, 27 de janeiro de 2013
OS MEUS CINCO NETOS
Nestes tempos de evolução constante e de mudanças inesperadas é sempre difícil reunir a família, sobretudo os elementos mais novos, aqueles que têm os seus empregos e que por via disso não podem, de antemão, fazer previsões!
É o meu caso. Com netos no Norte e no Sul e um em Inglaterra, mais complicado se torna juntar toda a tribo.
No entanto, conseguimos conciliar as coisas para que a reunião se realizasse com todos no dia 16 de Dezembro de 2012...Porém, como o homem põe e Deus dispõe, ainda não foi desta. Com tudo preparado, eis que sou chamado para fazer a cirurgia esperada já há algum tempo!
E faltei à chamada!... Mas a reunião realizou-se, pois tudo estava preparado.
Toda este intróito para publicar a fotografia dos meus cinco netos registada nesse dia, portanto, a mais recente.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
FOGÃO A LENHA E VELAS DE CERA
Depois de uma noite de chuva intensa e de ventos fortíssimos na noite de sexta, 18, para sábado, 19, derrubando árvores e causando imensos prejuízos, cerca das 12 h 30 de sábado, uma falha no abastecimento de energia eléctrica deixou tudo às escuras.
Espreitando pela janela, as rajadas de vento faziam vergar as árvores, fustigava-as e as laranjas atapetavam o chão. O cedro no quintal de baixo não resistiu e tombou sobre o muro…
Entretanto, cá em casa, a rotina alterou-se: com a falta de energia eléctrica, não havia, telefone, televisão, rádio, Internet, aquecimento e até os telemóveis deixaram de funcionar!
De repente, lembrei-me dos meus tempos passados sob os trópicos e da maneira como vivia sem ter necessidade das tecnologias de agora e como me precavia em alimentos e em tudo, pois só de mês a mês o barco no-los trazia!
A necessidade aguça o engenho e as lições que aprendemos ao longo da vida fazem com que, mesmo em situações de catástrofe, não percamos o norte.
E refugiámo-nos na cozinha, onde impera o velho fogão a lenha! E pronto, estava resolvido o problema. Acendemos umas velas e ali ficámos quentinhos à espera da electricidade que só viria no dia seguinte, às 17 horas.
Foram 29 horas de escuridão… mas “sobrevivemos” sem televisão, sem telefone, sem Internet, isto é, sem as novas tecnologias. Com o fogão a lenha tivemos aquecimento, água quente, onde preparar as refeições e, ao mesmo tempo, tirámos de tudo isso grandes lições.
Uma delas foi a prova de que por mais inovações que apareçam, se pode viver recorrendo a práticas ancestrais, a objectos e utensílios tradicionais, como aconteceu neste caso.
Uma outra lição e não menos importante é a de que devemos estar preparados para uma emergência como esta. E quem terá em casa velas ou lanternas, meios tradicionais de aquecimento, comida enlatada para evitar de abrir frigoríficos ou arcas, água potável e outros bens essenciais para uma sobrevivência de alguns dias? Tenho estado a referi-me à falta de energia eléctrica, mas não devemos excluir quaisquer outras situações idênticas, como catástrofes naturais ou outros acontecimentos imprevisíveis.
A Protecção Civil, quanto a mim, deveria levar a cabo acções pedagógicas nesse sentido alertando os cidadãos para a necessidade de estarem prevenidos e acautelados para fazer face a tais situações.
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